COINCIDÊNCIAS QUE FAZEM REFLECTIR
Ontem, como todos os dias,, estava tranquilamente a saborear a minha "Bica", enquanto lia as "gordas" de um jornal e os meus olhos passaram sobre uma frase onde se destacava uma palavra muito vulgar : preciso ...... Em simultâneo, na mesa ao lado uma senhora levantou o dedo e exclamou: " Olhe, menina, preciso de um copo de água".......Ao mesmo tempo, ao fundo da sala, outra voz dizia para a empregada: preciso....não consegui perceber o resto mas, quase por impulso , que diria involuntário, interrompi a leitura e, cerebralmente, pensei: fantástico!..como é que, em simultâneo, num espaço tão exiguo, três palavras "preciso" se entrechocaram. E, precisei, eu própria de pensar na coincidência, para perceber como era realmente importante uma palavra tão pequena.
E, a verdade é que - e todos nós - precisamos do essencial:
Ar...água...alimentos....roupa....calçado...Mas também precisamos de outras coisas para sermos felizes.
Resolvi olhar bem para dentro de mim. Eu, PRECISO da luz do sol para me animar, para ganhar
energia. PRECISO de ler, de escrever, de conversar...de ter amigos...de falar...de rir...de cantar mesmo desafinada...PRECISO de brincar...de acariciar uma criança, de gargalhar quando a felicidade me sai pelos poros...PRECISO de chorar! Há lá algo mais libertador que uma lágrima?...Eu já privei de perto com lágrimas de alegria...de emoção..de tristeza...de paixão....PRECISO da chuva que cai e me liberta ,...
PRECISO de ver as arvores e as flores a florir na Primavera....PRECISO ver chegar as andorinhas....PRECISO de ver noivar os pardais.....PRECISO de acordar com o sol nascente que me dá os bons dias correndo sobre a minha cama....PRECISO de ficar á tardinha vendo esse mesmo sol a despedir-se e a esconder-se por detrás da serra....da mesma forma imperiosa que muitos PRECISARAM
de ver as ondas gigantescas - com risco até da sua integridade fisica - rendidos á magia dum mar revolto, em fúria....PRECISARAM de ver...fotografar ...filmar dizendo: eu não podia deixar de registar um momento assim; PRECISAVA captar a bravura deste mar que nos rodeia.....Quantos "PRECISO" eu encontraria mais?
Este exemplo...este raciocínio em cadeia leva-me a concluir como - por mim falo - andamos distraídos neste caminho de vida obsecados por "grandes coisas" e não damos valor ao que é realmente importante, embora ás vezes pareçam demasiado pequenas como é o exemplo deste tão insignificante " EU PRECISO"
E, já agora, aproveito a deixa porque PRECISO terminar esta já longa crónica se não nunca mais paro.. e,.como estou com a "mão na massa" PRECISO agradecer aos que tiveram paciência para me acompanhar neste dissertar de PRECISOS... Bem Hajam!
Entre Duas Bicas
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
NUNCA É TARDE PARA DAR UM PASSO EM FRENTE
NUNCA É TARDE PARA DAR UM PASSO EM FRENTE
Foi sempre um lema que norteou a minha vida.
E se acrescentar a este conceito aquele velho provérbio " Vale mais tarde que nunca" acho que chegou a hora de avançar. O que me proponho com este novo espaço do meu Blog? Em primeiro lugar ressuscitar um "cantinho" da minha Página Feminina que durante anos mantive viva na imprensa regional. Era como uma janela de observação real, assim mesmo, entre duas bicas, onde eu bebia a matéria, o assunto real, nas conversas que se entre cruzavam á mesa do café, que depois revertia para pequenos comentários do dia a dia.
O tempo correu. Muitos hábitos mudaram mas aquela sociabilização que se instalava entre amigos e quantas vezes meros conhecidos que desabafavam com quem tinha o dom de saber ouvir, ainda se mantém.
São "desabafos reais" que vêm da mesa ao lado...que ouvimos sem querer, e que escorrem do nosso ouvido, pela caneta, até chegarem através das palavras da reflexão e da interpretação de quem escreve, ao domínio público.
E prontas as apresentações passemos a factos.
SE DÓI!!!
O fim de uma relação é sempre difícil e deixa marcas.
E, quanto mais repentina for pior. Nunca estamos preparados: Ninguém está preparado.
Todos acreditamos que situações destas só acontecem aos outros. Arranjamos desculpas. Apontamos culpados: Sugerimos maneiras de remediar. Inventamos esperanças para animar quem está desesperado.
Mas nunca nos dizemos: amanhã posso ser eu. Porque não? É uma situação tão recorrente nos tempos que correm. E quando, por ironia do destino - todos nos julgamos a salvo e tão fortes! - um dia, somos nós os actores dramáticos desta tragicomédia, é como se de repente acontecesse um tremor de terra.
Sacode-nos sem percebermos o que está a acontecer e, na maior parte dos casos não há sobreviventes ilesos. Há sempre feridos com gravidade, com lesões profundas que ficam para toda a vida.
Mas o pior é que há um morto!
O que morre abruptamente é sempre o mais inocente: o amor!
Nada a fazer. Fica a dor. Fica um sentimento de perda irreparável.
É como se nos arrancassem um pouco de nós.
Quando o processo de destruição é lento, a dor parece menor. Vai-se arrastando, agarrado como uma lapa se agarra á rocha enquanto espera que o temporal passe mas nem sempre passa. O amor fica doente. O processo vai avançando como um cancro que não tem cura.
Não há panaceias que o tratem e os protagonistas vão devagarinho digerindo a perda irremediável, sem esperança, acomodando-se á ideia de que algo que muito queríamos, se vai perder, mais dia, menos dia..
Um amigo dizia num desabafo: " há momentos em que pedimos , a todos os santos, que "ele" morra depressa para acabar com esse sofrimento...´quase nos apetecia cometer eutanásia que em vez dum crime seria um acto de amor"..
E enquanto o tempo se arrasta apegado a um amanhã que cada vez fica mais longe vamo-nos tornando íntimos dos verbos perder, separar, ter, ver, abraçar, beijar, possuir e vamo-nos conformando e
quando a separação acontece já não dói...não machuca...não faz mossa. E num pronúncio de verdadeiro amor respiramos , leves como pluma que o vento leva, olhamos para dentro de nós e silenciosamente rezamos um vai com Deus...
E ficamos serenos... conformados...sem mágoa como dois amigos que se apertam as mãos num "até breve" que não voltará.
Foi sempre um lema que norteou a minha vida.
E se acrescentar a este conceito aquele velho provérbio " Vale mais tarde que nunca" acho que chegou a hora de avançar. O que me proponho com este novo espaço do meu Blog? Em primeiro lugar ressuscitar um "cantinho" da minha Página Feminina que durante anos mantive viva na imprensa regional. Era como uma janela de observação real, assim mesmo, entre duas bicas, onde eu bebia a matéria, o assunto real, nas conversas que se entre cruzavam á mesa do café, que depois revertia para pequenos comentários do dia a dia.
O tempo correu. Muitos hábitos mudaram mas aquela sociabilização que se instalava entre amigos e quantas vezes meros conhecidos que desabafavam com quem tinha o dom de saber ouvir, ainda se mantém.
São "desabafos reais" que vêm da mesa ao lado...que ouvimos sem querer, e que escorrem do nosso ouvido, pela caneta, até chegarem através das palavras da reflexão e da interpretação de quem escreve, ao domínio público.
E prontas as apresentações passemos a factos.
SE DÓI!!!
O fim de uma relação é sempre difícil e deixa marcas.
E, quanto mais repentina for pior. Nunca estamos preparados: Ninguém está preparado.
Todos acreditamos que situações destas só acontecem aos outros. Arranjamos desculpas. Apontamos culpados: Sugerimos maneiras de remediar. Inventamos esperanças para animar quem está desesperado.
Mas nunca nos dizemos: amanhã posso ser eu. Porque não? É uma situação tão recorrente nos tempos que correm. E quando, por ironia do destino - todos nos julgamos a salvo e tão fortes! - um dia, somos nós os actores dramáticos desta tragicomédia, é como se de repente acontecesse um tremor de terra.
Sacode-nos sem percebermos o que está a acontecer e, na maior parte dos casos não há sobreviventes ilesos. Há sempre feridos com gravidade, com lesões profundas que ficam para toda a vida.
Mas o pior é que há um morto!
O que morre abruptamente é sempre o mais inocente: o amor!
Nada a fazer. Fica a dor. Fica um sentimento de perda irreparável.
É como se nos arrancassem um pouco de nós.
Quando o processo de destruição é lento, a dor parece menor. Vai-se arrastando, agarrado como uma lapa se agarra á rocha enquanto espera que o temporal passe mas nem sempre passa. O amor fica doente. O processo vai avançando como um cancro que não tem cura.
Não há panaceias que o tratem e os protagonistas vão devagarinho digerindo a perda irremediável, sem esperança, acomodando-se á ideia de que algo que muito queríamos, se vai perder, mais dia, menos dia..
Um amigo dizia num desabafo: " há momentos em que pedimos , a todos os santos, que "ele" morra depressa para acabar com esse sofrimento...´quase nos apetecia cometer eutanásia que em vez dum crime seria um acto de amor"..
E enquanto o tempo se arrasta apegado a um amanhã que cada vez fica mais longe vamo-nos tornando íntimos dos verbos perder, separar, ter, ver, abraçar, beijar, possuir e vamo-nos conformando e
quando a separação acontece já não dói...não machuca...não faz mossa. E num pronúncio de verdadeiro amor respiramos , leves como pluma que o vento leva, olhamos para dentro de nós e silenciosamente rezamos um vai com Deus...
E ficamos serenos... conformados...sem mágoa como dois amigos que se apertam as mãos num "até breve" que não voltará.
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